Vamos apanhar as "palavras soltas" para formar frases, textos...

sábado, 25 de junho de 2011


Porque recordar também é viver…

O grande 8º A foi formado com alunos do 7ºA e do 7º B do ano lectivo 2009 / 2010. E, por isso, no início, achavam que os alunos do grande 8º não se iam entender lá muito bem… Mas quem assim pensou, estava muito enganado.
Logo nos primeiros dias das aulas, em Setembro, brotou a semente da amizade e cresceram grandes amigos, que dificilmente se conseguem separar.
O grande 8º A é uma turma muito unida, onde predomina a partilha, a inter-ajuda, o companheirismo… Se um está triste ou preocupado, ou outros também estão e, não descansam enquanto todos voltarem a estar alegres, contentes e até doidos!!!
Ah! Pois é… são doidos. Contudo esta doidice faz bem a alma porque sabem ser “doidinhos” na Escola: brincam muito nos intervalos, tiram divertidas fotos, cantam, tocam guitarra, dançam e, até fazem piqueniques!!!!!
E, nessas brincadeiras não se esquecem de ninguém, nem do Director de Turma, o professor Vítor Afonso que também já cantou e tocou guitarra com eles!

Por tudo isso, o 8º A vai ser para a vida!
Cátia Sousa

Só para vocês... 8ºA

Ler é viver...

Ler é…
Exercitar os músculos
Da cabeça e do cérebro,
Mas também, é…
Descobrir,
Descobrir o mundo.
Voar, voar no mundo da fantasia.
No mundo de um romance
De um jornal, de uma revista
De uma história…
É voar no mundo das palavras.
Que vivem num lugar lindo e silencioso,
Num lugar calmo,
Na minha casa, no meu quarto,
Nas aulas de português!

Leio quando estou triste,
Quando me apetece
Quando sou obrigada
Quando sou curiosa
Quando tenho interesse
Quando um livro me chama…
Porque…
Não ler é
Não saber,
Não conhecer,
Não viver,
Não entrar no mundo da fantasia.
Não ler é … parar

Porque…
Ler é
Sensação, alegria, imaginação!
É estar aberto à criatividade
É estar fechado no mundo das palavras…

BOAS FÉRIAS


Queridos Alunos

Desejamos a todos umas BOAS FÉRIAS

Aproveitem bem o sol, o mar, a piscina, o campo...
Descansem e não se esqueçam de brincar muito... até Setembro!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um objecto, um poema

A Bola

A bola
que rola,
Facsina e,
alucina...

Não é uma simples esfera
é uma amiga que me faz
libertar...
libertar...
a minha raiva de rapaz!

Ricardo Almeida, nº 24

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SEMANA DA LEITURA

8º A abre as portas à leitura
Sentia-se um cheirinho a ansiedade na sala inteira. Com efeito, esperávamos ansiosos e agitados pelo momento em que o Fábio e a Cátia, os anfitriões destacados na portaria para receber os nossos convidados, entrassem pela porta da sala.
E, repentinamente, ouviram-se vozes, todos ficámos quietos e mudos olhando para a porta por onde entraram, com um sorriso nos olhos, os nossos colegas Fábio e Cátia na companhia da mãe da Alexandra, da mãe e do irmão do Luís Ferraz, da tia e da irmã da Marisa.
Assim, estávamos preparados para começar a nossa actividade para comemoração da Semana da Leitura na nossa Escola. Decidimos fazer uma coisa diferente: em vez de sermos nós, alunos, a ler optámos por chamar à Escola familiares. Foram vários os que aceitaram o nosso convite.
A professora Cristina Rebelo começou por agradecer a presença dos nossos convidados e porque “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde “ (André Maurois) trocámos palavras num diálogo onde se enalteceu a importância do acto de ler, pois, tal como afirmou alguém na nossa turma “ler é viver”. De seguida, os nossos convidados ocuparam o lugar dos professores e leram os vários textos que seleccionámos tendo em conta a relação leitura / floresta, uma vez que se comemora este ano o Ano Internacional das Florestas. Assim, foi com enorme prazer que ouvimos vários poemas, tais como, “O meu olhar é nítido como um girassol”, de Alberto Caeiro; “Na cidade nasci”, de Carlos Queirós; “Árvores do Alentejo” de Florbela Espanca; “Verdes são os campos” de Luís de Camões. E, foi com muita ternura que ouvimos o irmão do Luis Ferraz, o Marcos , com apenas sete anos, a recitar este poema de Camões. A leitura prosseguiu com “ A história da árvore do Paraíso” de Mary Joslin, na voz da Susana, tia da Marisa. De todas as leituras, penso que esta foi muito marcante pois fez-nos pensar em todas as maldades que nós, Homens, cometemos contra o nosso planeta onde “ no início do mundo, o Grande Criador plantou um jardim…”
Enquanto, ouvíamos os poemas, a nossa colega Mónica ia projectando imagens alusivas aos vários textos, criando, assim, um ambiente propício à meditação.
Foi uma actividade interessante que nos deu muito gosto preparar pois é bom sentir que há alguém fora dos portões da Escola que colabora connosco e que acompanha as nossa aprendizagens. Assim, como forma de agradecimento, oferecemos uma rosa a todas as nossas leitoras pela simpatia e amabilidade. A professora também nos quis presentear com um
“miminho” pois surpreendeu-nos com o poema “Ler é…” cujos versos foram reunidos a partir de frases que nós proferimos sobre a leitura. Foi divertido ver que as nossas palavras, aparentemente sem nexo, fizeram um belo poema e todos exclamavam “ aquele é o meu verso!” ou “fui eu que disse aquilo!”…
Joana Teixeira, nº 11, 8º A

sábado, 9 de abril de 2011

Desejos de uma Santa e Feliz Páscoa


Desejamos que nesta páscoa a felicidade seja como um coelho... que se reproduza sem parar!

Para apreciar nas férias... mais um mimo da nossa Joana

A página avança, as feridas ficam
Inspiro suavemente o ar frio da manhã. Até está um dia agradável...
Fui sentar-me perto da rocha grande, aquela onde eu passara bons tempos na minha infância fazendo brincadeiras que preenchiam de magia a minha alma. Hoje, num corpo jovem mas numa mente madura, eu olho para trás e penso o quanto eu era feliz.
Por vezes, eu gostava de ter ficado como a rocha, mas eu cresci, já sou maior do que aquela que para mim fora uma rocha enorme, mas ela continua intacta, mesmo com todos os ataques que lhe fazem as brincadeiras das crianças que, como eu passam a sua infância fazendo dela a sua maior diversão. Às vezes, eu gostava de ser assim, capaz de suportar tudo, até as piores situações, capaz de não tropeçar nos obstáculos… Assim, evitava partir o coração, evitava sofrer tanto como agora.
Eu tenho medos… um dos meus maiores medos é perder aqueles que mais amo, porque no fundo foram eles que me ensinaram a crescer e foram eles que criaram aquilo que agora sou! Eu sei que um dia acabarei por perder alguns, mas enquanto cá os tiver quero aproveitar todos os milésimos de segundo, pois quando perder parte deste meus pedaços de vida será um recomeçar de novo. Tremo só de pensar nas mudanças que podem surgir. Os erros são a nossa lição de vida, e diz-se que só erra aquele que faz a escolha certa, contudo, há erros que marcam, que magoam, que criam feridas que não saram e que o tempo trata de não as deixar cicatrizar, criando outras!
As crianças são tão livres de preocupações, vivem inocentemente, o pior é quando crescem! O tempo passa, o vento muda, a rocha permanece intacta, as pessoas entram e saem, o mundo gira, a página avança e as feridas ficam…
Joana Catarina Teixeira