8º A abre as portas à leitura
Sentia-se um cheirinho a ansiedade na sala inteira. Com efeito, esperávamos ansiosos e agitados pelo momento em que o Fábio e a Cátia, os anfitriões destacados na portaria para receber os nossos convidados, entrassem pela porta da sala.
E, repentinamente, ouviram-se vozes, todos ficámos quietos e mudos olhando para a porta por onde entraram, com um sorriso nos olhos, os nossos colegas Fábio e Cátia na companhia da mãe da Alexandra, da mãe e do irmão do Luís Ferraz, da tia e da irmã da Marisa.
Assim, estávamos preparados para começar a nossa actividade para comemoração da Semana da Leitura na nossa Escola. Decidimos fazer uma coisa diferente: em vez de sermos nós, alunos, a ler optámos por chamar à Escola familiares. Foram vários os que aceitaram o nosso convite.
A professora Cristina Rebelo começou por agradecer a presença dos nossos convidados e porque “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde “ (André Maurois) trocámos palavras num diálogo onde se enalteceu a importância do acto de ler, pois, tal como afirmou alguém na nossa turma “ler é viver”. De seguida, os nossos convidados ocuparam o lugar dos professores e leram os vários textos que seleccionámos tendo em conta a relação leitura / floresta, uma vez que se comemora este ano o Ano Internacional das Florestas. Assim, foi com enorme prazer que ouvimos vários poemas, tais como, “O meu olhar é nítido como um girassol”, de Alberto Caeiro; “Na cidade nasci”, de Carlos Queirós; “Árvores do Alentejo” de Florbela Espanca; “Verdes são os campos” de Luís de Camões. E, foi com muita ternura que ouvimos o irmão do Luis Ferraz, o Marcos , com apenas sete anos, a recitar este poema de Camões. A leitura prosseguiu com “ A história da árvore do Paraíso” de Mary Joslin, na voz da Susana, tia da Marisa. De todas as leituras, penso que esta foi muito marcante pois fez-nos pensar em todas as maldades que nós, Homens, cometemos contra o nosso planeta onde “ no início do mundo, o Grande Criador plantou um jardim…”
Enquanto, ouvíamos os poemas, a nossa colega Mónica ia projectando imagens alusivas aos vários textos, criando, assim, um ambiente propício à meditação.
Foi uma actividade interessante que nos deu muito gosto preparar pois é bom sentir que há alguém fora dos portões da Escola que colabora connosco e que acompanha as nossa aprendizagens. Assim, como forma de agradecimento, oferecemos uma rosa a todas as nossas leitoras pela simpatia e amabilidade. A professora também nos quis presentear com um
“miminho” pois surpreendeu-nos com o poema “Ler é…” cujos versos foram reunidos a partir de frases que nós proferimos sobre a leitura. Foi divertido ver que as nossas palavras, aparentemente sem nexo, fizeram um belo poema e todos exclamavam “ aquele é o meu verso!” ou “fui eu que disse aquilo!”…
Joana Teixeira, nº 11, 8º A